quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Uma historia para fazer você pensar

Recebi hoje por email uma mensagem que achei muito interessante e a publiquei no blog Uma luz na escuridão. Achei interessante porque fala da oração e de como podemos falar com Deus sem a necessidade de rituais ou de rezas decoradas. Leia e dê sua opinião.

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domingo, 7 de dezembro de 2008

O que é ser agnóstica

Sempre que digo que sou agnóstica algumas pessoas torcem o nariz, como se fosse algo assim como "aidética" ou "cancerígeno", sei lá, qualquer coisa assim. É mais ou menos como se eu fosse satanista.

Nunca questionei os satanistas nem estou aqui para julgar ninguém, mas entendo que o satanista também acredita em alguma coisa. A diferença fundamental entre o agnóstico e o ateu é que o agnóstico crê em Deus mas não segue nenhuma religião, enquanto o ateu simplesmente não acredita que exista um Deus.

Meu problema é não acreditar nas religiões criadas pelo ser humano para servir e conhecer seu Deus, pelo menos não aquelas que conheço. Em princípio não vejo necessidade de criar-se uma religião e toda uma infra-estrutura para ali orar e dar louvores a Deus, seja ele Jeová, Buda ou o nome que se convencione chamá-Lo.

Para mim não importa se o nome do seu Deus é Alá, Jeová ou simplesmente Deus, já que acredito num Deus único. Qualquer que seja o nome que você dê a ele, se o segue lendo a Bíblia, o Livro dos Espíritos ou o Alcorão, se vai a missas ou a sessões de mesa branca, se quem preside seus cultos é um pastor, padre ou ancião, de qualquer forma ele é Deus e é Nele que creio.

Não sinto necessidade de dar-Lhe um nome ou estabelecer um lugar ou ritos apropriados para orar. Como meu pai, sinto que posso dirigir-me diretamente a Ele em qualquer ocasião sem precisar de intermediários. Quando quero falar com Deus falo simplesmente, do fundo do meu coração, sem rezas decoradas e sem velas acesas.

Considero inclusive esses rituais, cantos, velas, orações decoradas, uma coisa meio primitiva, meio coisa de índio que fala a Tupã. Pai e filho se entendem, e se Ele me criou (como acredito) e se sou seu filho, para que preciso vestir-me especialmente e num dia convencionado dirigir-me a um local marcado onde uma pessoa escolhida por um grupo de outras pessoas dizer-me o que pode Ele mesmo dizer a cada dia?

Deus fala comigo, com você e com todos nós através de suas obras, sua vontade. Deus está no sol, na cura, na mão amiga que se estende quando mais preciso, na palavra do desconhecido que me conforta, na chuva que salva a lavoura. Deus está em todo lugar. E fala comigo a todo momento, só preciso parar para ouvir. Para isso, não preciso ir à igreja.

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sexta-feira, 21 de novembro de 2008

Padres casados querem voltar à igreja

Estima-se que pelo menos sete mil padres deixaram o altar. Conflito com o celibato é um dos grandes desafios do sacerdócio.

Leia mais sobre o assunto no portal Globo

De tempos em tempos o movimento dos padres que querem voltar a celebrar missas e sacramentos sem abrir mão da vida de casados ganha força. A notícia de um padre casado que celebrou mais de 400 casamentos ateou fogo à discussão.

Eu já vi esse filme antes e não importa se são 7 ou 7 mil padres, a Igreja Católica deve manter-se irredutível em exigir celibato de seus padres.

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quinta-feira, 20 de novembro de 2008

Padre casado celebra mais de 400 casamentos

Pois é, diz ele que avisou antes de celebrar as cerimônias, mas quem o procurava fazia questão dele mesmo e ninguém se importou. Além de casado parece que exerce bem o matrimônio, tem 5 filhas se não me engano. As filhas do padre. Nada mal para um padre.

Eu nem sei porque padre não pode casar. Se uma das missões do padre é aconselhar casais que têm problemas de relacionamento ou com os filhos, como é que ele vai aconselhar se não tem experiência no assunto? Qual a vantagem de ficar solteiro?

Ah, dizem que assim ele se dedica mais à sua missão. Então médico também devia ser celibatário, já pensou se você está à beira da morte e o médico não vem porque está em lua-de-mel? Já aconteceu de eu chamar um pediatra (de meia-tigela) porque minha filha de 2 anos estava com 41 graus de febre e o verme me disse que não podia atender porque sua esposa havia acabado de dar à luz e ele não podia expor-se a infecções. É mole?

Mas com padre teoricamente isso não acontece. Eu disse teoricamente, ou pelo menos assim acha a igreja, já que não podem casar-se, nem ter mulher ou filhos. Aliás pra ser celibatários têm que abrir mão de sua vida sexual. Eu falei em mão? Pois é...

Se no Oriente os padres podem ser casados (têm que ter casado antes de ordenar-se) por que aqui não pode? Ninguém explica, pelo menos não de forma convincente. Enquanto isso os padres que não conseguem manter-se afastados de uma vida "normal" continuam desligando-se da igreja católica. Logo as freiras é que vão rezar missas, se é que vai sobrar alguma freira. Manda o Papa vir rezar então.

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quinta-feira, 25 de setembro de 2008

O hábito não faz o monge

Peregrinando por diversas religiões percebi que não é a religião que faz a pessoa, mas a pessoa é quem faz sua religião, construindo seus valores e seu caráter visando obedecer (ou não) aos preceitos e leis da religião que escolheu.

Pessoas que seguem uma determinada religião mas que não seguem seus preceitos enganam a quem está próximo e a si mesmos, mas a Deus jamais conseguirão enganar.

Eu tinha uma amiga cuja família era de uma igreja evangélica muito rigorosa, ela não podia cortar o cabelo, usar pintura, raspar as pernas, isso sem falar no resto que é claro que não podia mesmo. Criada dentro da religião, sempre que havia culto lá ia ela com toda a família para a igreja e tudo para ela "era pecado". Seu pai era seguidor fervoroso e muito rigoroso com os filhos e principalmente com as filhas. Mas apesar disso tomava sua cervejinha escondido na cozinha e fumava dentro do galinheiro que havia no quintal. Na certa ali Deus não estava vendo.

Quando a filha mais velha estava com 18 anos arrumou-lhe um noivo da igreja, claro, e esse era ainda mais fervoroso que o pai da garota, ainda por cima era pastor. Mais de uma vez em que ele foi à minha casa com minha amiga tivemos que aturá-lo de bíblia em punho, postado em frente à nossa pobre TV, vociferando que aquela máquina era coisa do diabo e que traria o mal para dentro de nossas casas.

O noivado foi curto, conforme os preceitos da igreja - para que não caíssem em tentação antes do casamento. Mas ele com certeza jamais cairia em tentação, afinal era um homem de Deus. Algumas semanas antes do casamento minha amiga conheceu um rapaz dentro da mesma igreja e com ele conheceu as delícias do sexo, tanto que nem queria mais se casar. Mas acabou casando. Oito meses depois nasceu a primeira filha, que não se parecia em nada com o marido dela.

Em sua casa jamais entrou uma TV e no aparelho de som só rodaram discos de hinos em louvor a Deus. A vida seguiu tranquila até que a segunda filha da família se casou. Casou mas não conseguia deixar o marido tocá-la sequer, tinha pavor a ele. Foi encaminhada para o pastor, que a muito custo conseguiu arrancar dela uma história contundente: o cunhado, tão pio e religioso pastor, em duas ocasiões em que fora à casa do pai da noiva visitá-la e lá encontrando apenas a cunhadinha (então com 11 ou 12 anos), a tinha estuprado e jurado que se contasse a alguém iria desmentí-la, ninguém acreditaria nela e ela seria expulsa de casa e da igreja.

Por mais de 10 anos ela guardou consigo essa história, sem poder dividir com ninguém, de dois noivos conseguiu desvencilhar-se porque tinha pavor aos homens, talvez acreditando que a forçariam a fazer as mesmas coisas e da mesma forma violenta que o cunhado a obrigara. Mas do terceiro não conseguiu se livrar, e assim a história apareceu.

Não quero com isso provar nada, nem pregar contra essa ou aquela religião. Apenas quero mostrar que a religião é importante na vida das pessoas desde que elas realmente a sigam, que sejam sinceras e verdadeiras em suas crenças. Para tanto todas nos levam ao encontro de Deus. Mas quem só a segue pela metade, além de não ajudar em nada a si mesmo para encontrar o Salvador, também contribui para denegrir a fé de tantos outros que seguem sua religião ao pé da letra, acreditanto em seus preceitos e vivendo dentro do que se propõe a seguir.

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